A definição de sociedade, visto pela ótica da Sociologia, é o conjunto de pessoas que compartilham propósitos, gostos, preocupações e costumes, e que interagem entre si constituindo uma comunidade. Cooperação, no contexto da economia e sociologia é uma relação baseada na colaboração entre indivíduos ou organizações, no sentido de alcançar objectivos comuns, utilizando métodos mais ou menos consensuais. Cooperação no trabalho,é trabalhar em equipe,ou seja: trabalhar um ajudando o outro, cada um na sua função individual, para montar um esquema de trabalho organizado e planejado, para formar uma engrenagem que compõe um sistema unificado.
Na última Feira do Livro de Caxias do Sul, o dr. Tito Rossi lançou um livro que trata da cooperação entre as pessoas, O Óbvio não é o Bastante. O dr. Tito é autor de outro livro do mesmo tema, Cooperar para Progredir e Competir para Cooperar, e tem larga experiência na área, sendo um dos fundados da Unimed. Entre exemplos na história universal dos povos, o autor demonstra aspectos do comportamento de grupamentos humanos, ressaltando a importância do espírito de união e acordo e de como isso foi decisivo na elevação material dessas nações.
Já o autor André Barreto, no livro “Uma outra economia é possível”, no capítulo "Cultura da Cooperação: subsídios para uma economia solidária", diz que “ à economia solidária não basta simplesmente a transformação da forma como o processo econômico está organizado, mas principalmente como as pessoas estão organizadas e quais suas concepções mentais sobre sua própria relação com o trabalho, com a sociedade e como se vêem como atores deste processo. Ele coloca a economia solidária como um “projeto democrático de implantação de um modo de produção autogestionário” baseado na liberdade humana, na autonomia, e em seres humanos política, econômica e socialmente emancipados.
Alguém já disse que “partilha é a face visível do amor”. Entendo que cooperar é partilhar idéias e ações, é um diálogo que se dá numa relação de interdependência que visa o bem coletivo, onde pessoas diferentes, em lugares diferentes, complementam-se, mantendo sua autonomia. Seria mais ou menos como se o velho paradigma de uma sociedade baseada e impulsionada pela tecnologia e pela ganância pudesse ser substituído por um novo paradigma, onde as pessoas encontrassem os uma nova forma mais consciente para se relacionar com o outro e com o planeta, onde cada homem, mulher e criança torna-se uma parte do processo. Isso passa por uma escolha, a escolha de cooperarem uns com os outros e coexistirem sem violência. Só que não há um roteiro pronto para se entrar no novo paradigma. Ele depende de uma construção coletiva. Pode parecer complicado. Mas muitos que tentaram mostram que vale a pena.
Rubia Frizzo
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
terça-feira, 26 de outubro de 2010
A arte de envelhecer
O envelhecer deve ser visto como um processo contínuo de crescimento intelectual, emocional e psicológico.
Embora em qualquer idade seja possível morrer, a velhice concentra maior acúmulo de perdas, limitações motoras, cognitivas e físicas. Dessa forma, torna-se importante elaborar a proximidade da própria morte. Quem não pode aceitar sua finitude ou se sente frustrado com o curso que sua vida tomou, poderá ser invadido pelo desespero de perceber que o tempo é muito breve para recomeçar uma nova vida.Quem se recusa a aceitar as mudanças que essa fase da vida traz, pode viver em um constante estresse e pessimismo perante a perda de prestígio e do poder aquisitivo, além de ter uma reduzida auto-estima.
Saber envelhecer não é fácil, principalmente numa sociedade que cultiva o novo, as cirurgias plásticas, o poder e a produtividade. Saber envelhecer é um aprendizado contínuo, é aceitar as novas limitações que o tempo traz, é não encarar a aposentadoria como um vazio, mas aprender a usar e desfrutar desse momento livre para buscar momentos de prazer.
Um envelhecer repleto de sentido é aquele momento no qual predomina uma atitude contemplativa. É reconciliar-se com seus fracassos, erros e defeitos, aceitando a si mesmo e evidenciando o que se tem de melhor, como a experiência de vida, a maturidade e a sabedoria, aprendendo a desfrutar dos prazeres que só essa etapa possibilita.
Virginia Toni Felippetti
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
INVASÃO DE DOMICÍLIO
A mídia televisiva diariamente invade nossos domicílios, entra em nossas casas sem bater na porta trazendo consigo notícias, informações, moda, estilo, etc., algumas vezes de forma compromissada e outras vezes de forma comprometida, ou seja, nem sempre de forma séria.
Mediante esta constatação – a invasão da televisão em nossa vida – a grande dúvida é como podemos nos preservar da imagem e comportamento às vezes deturpados que ela nos traz, associando belos atores a atitudes antiéticas, à exposição exagerada de cenas eróticas, ao condicionamento do corpo da mulher como bem de consumo, à ideia de que tudo vale a pena pra ser dar bem, citando alguns exemplos.
Parece que para conseguirmos absorver o que há de bom e deixarmos o que não o é, temos que acionar o nosso filtro da crítica para separar o joio do trigo, tarefa por vezes mais difícil do que parece num primeiro momento.
E, se esta tarefa nem sempre é fácil para um adulto muito mais complicado para uma criança que fica horas diante da televisão – uma média de 5 (cinco) horas diárias de acordo com o Painel Nacional de Televisores do IBOPE – absorvendo todas informações, sendo assediadas pelo mercado e agindo, posteriormente, dentro de suas casas como eficientes promotoras de vendas de produtos também direcionados aos adultos.
Nesta linha de abordagem é fácil constatar que as crianças influenciam as decisões de aquisição de um lar, mas choca o estudo apresentado pelo TNS/InterScience que aponta que as crianças brasileiras influenciam 80% das decisões de compra de uma família, apenas não interferem em decisões relacionadas a planos de seguros, combustível e produtos de limpeza.
A pergunta é: o que e como fazer para mudar esta realidade tendo em vista o contexto social em que nos encontramos? Onde a televisão é vista praticamente como a única forma de lazer e diversão esquecendo ser a mesma formadora de opinião e, no caso das crianças, influenciando na formação da personalidade das mesmas?
Se não há ainda como evitarmos a comunicação mercadológica dirigida às crianças, temos que pensar num controle ao acesso destas à televisão, quem sabe consentindo e possibilitando que em nossas casas circulem outros meios de comunicação e lazer que propiciem interação entre adultos e crianças. Os danos causados pela lógica insustentável do consumo irracional podem ser minorados e evitados, se efetivamente a infância for preservada em sua essência como tempo indispensável e fundamental para a formação da cidadania.
Indivíduos conscientes e responsáveis são a base de uma sociedade mais justa e fraterna, que tem a qualidade de vida não apenas como um conceito a ser seguido, mas uma prática a ser vivida.
Por Mônica Montanari
Mediante esta constatação – a invasão da televisão em nossa vida – a grande dúvida é como podemos nos preservar da imagem e comportamento às vezes deturpados que ela nos traz, associando belos atores a atitudes antiéticas, à exposição exagerada de cenas eróticas, ao condicionamento do corpo da mulher como bem de consumo, à ideia de que tudo vale a pena pra ser dar bem, citando alguns exemplos.
Parece que para conseguirmos absorver o que há de bom e deixarmos o que não o é, temos que acionar o nosso filtro da crítica para separar o joio do trigo, tarefa por vezes mais difícil do que parece num primeiro momento.
E, se esta tarefa nem sempre é fácil para um adulto muito mais complicado para uma criança que fica horas diante da televisão – uma média de 5 (cinco) horas diárias de acordo com o Painel Nacional de Televisores do IBOPE – absorvendo todas informações, sendo assediadas pelo mercado e agindo, posteriormente, dentro de suas casas como eficientes promotoras de vendas de produtos também direcionados aos adultos.
Nesta linha de abordagem é fácil constatar que as crianças influenciam as decisões de aquisição de um lar, mas choca o estudo apresentado pelo TNS/InterScience que aponta que as crianças brasileiras influenciam 80% das decisões de compra de uma família, apenas não interferem em decisões relacionadas a planos de seguros, combustível e produtos de limpeza.
A pergunta é: o que e como fazer para mudar esta realidade tendo em vista o contexto social em que nos encontramos? Onde a televisão é vista praticamente como a única forma de lazer e diversão esquecendo ser a mesma formadora de opinião e, no caso das crianças, influenciando na formação da personalidade das mesmas?
Se não há ainda como evitarmos a comunicação mercadológica dirigida às crianças, temos que pensar num controle ao acesso destas à televisão, quem sabe consentindo e possibilitando que em nossas casas circulem outros meios de comunicação e lazer que propiciem interação entre adultos e crianças. Os danos causados pela lógica insustentável do consumo irracional podem ser minorados e evitados, se efetivamente a infância for preservada em sua essência como tempo indispensável e fundamental para a formação da cidadania.
Indivíduos conscientes e responsáveis são a base de uma sociedade mais justa e fraterna, que tem a qualidade de vida não apenas como um conceito a ser seguido, mas uma prática a ser vivida.
Por Mônica Montanari
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Moda Leti lança coleção primavera/ verão 2011
Será na próxima quitna-feira, dia 23 de setembro, o lançamento da nova coleção primavera/verão da Moda Leti. A loja que nos veste no Conexão Alternativa vai apresentar as tendências para a próxima estação, sempre elegante e bonita e para todas as idades. Eu, Rubia, Monica e Virgínia estaremos lá para conferir! Sucesso!!!
COM O “PÉ NA ESTRADA” DA EDUCAÇÃO
Li em algum lugar que educação tem mais a ver com aprendizagem do que com ensino, o que me fez refletir um bocado. De fato a educação ocorre quando aprendemos e apreendemos (com dois “es”), transformando o conhecimento obtido em habilidades, aptidões e atitudes. Caso contrário terá sido mais um blá, blá, blá.
No programa Conexão Alternativa, a Thais, a Mônica a Virgínia e eu refletimos sobre o papel da família e dos professores na educação – o que às vezes é visto como uma disputa de território. Para mim, filha de uma professora e irmã de outra (embora eu mesma tenha transitado por esse sacerdócio por curto espaço de tempo) essa distinção é muito clara. Os professores são facilitadores para a obtenção de conteúdos organizados nas diversas áreas do conhecimento humano. Porém, os conhecimentos necessários ao convívio do jovem com seu semelhante e com a natureza (respeito, ética, responsabilidade, altruísmo, compaixão e tantos outros valores) são aprendidos em casa e na comunidade (comunidade em que a escola está também inserida).
É certo que um pai e uma mãe não educam seus filhos sozinhos. Há todo um grupo de influência permeando sua educação, que passa pelo seu grupo de amigos, pelos lugares que ele freqüenta, pelas leituras que faz, pelos filmes que assiste. Enfim, por toda a informação e observação a que é exposto durante seu dia-a-dia. Sabe-se que o ambiente em que se vive é grandemente responsável por educar e também por deseducar (como o fato de ver um adulto tratando mal um animal, jogando lixo pela janela do carro, etc.). Cria-se, a partir de tudo isso, um círculo virtuoso ou um círculo vicioso, onde cada um passa adiante os valores que aprendeu – bons ou maus.
E onde está o aluno nesse contexto? Ele está lá no começo do nosso texto, quando dizemos que educação tem mais a ver com aprendizagem do que com ensino.
Pois de nada adiantará o ensino, se o estudante não decidir, digamos assim, “por o pé na estrada”. Se ele se recusar a empreender essa viagem rumo ao conhecimento e à sua própria evolução seja por medo, preguiça, comodismo, sei lá. Depois não adianta querer achar culpados.
É imprescindível que o estudante seja conscientizado de que a ele cabe o acolhimento do que está sendo transmitido/ensinado. Se ele se fechar em copas, não brotará nada desse precioso terreno. Todavia, para que ele se torne receptivo, precisará ser cativado, encantado até. E aí entram as mais diferentes ferramentas, as novas tecnologias, ou apenas aquele genuíno entusiasmo daquele professor da segunda série do ensino fundamental de quem a gente não se esquece pelo resto da vida.
Rubia Ana Mossi Frizzo - jornalista
No programa Conexão Alternativa, a Thais, a Mônica a Virgínia e eu refletimos sobre o papel da família e dos professores na educação – o que às vezes é visto como uma disputa de território. Para mim, filha de uma professora e irmã de outra (embora eu mesma tenha transitado por esse sacerdócio por curto espaço de tempo) essa distinção é muito clara. Os professores são facilitadores para a obtenção de conteúdos organizados nas diversas áreas do conhecimento humano. Porém, os conhecimentos necessários ao convívio do jovem com seu semelhante e com a natureza (respeito, ética, responsabilidade, altruísmo, compaixão e tantos outros valores) são aprendidos em casa e na comunidade (comunidade em que a escola está também inserida).
É certo que um pai e uma mãe não educam seus filhos sozinhos. Há todo um grupo de influência permeando sua educação, que passa pelo seu grupo de amigos, pelos lugares que ele freqüenta, pelas leituras que faz, pelos filmes que assiste. Enfim, por toda a informação e observação a que é exposto durante seu dia-a-dia. Sabe-se que o ambiente em que se vive é grandemente responsável por educar e também por deseducar (como o fato de ver um adulto tratando mal um animal, jogando lixo pela janela do carro, etc.). Cria-se, a partir de tudo isso, um círculo virtuoso ou um círculo vicioso, onde cada um passa adiante os valores que aprendeu – bons ou maus.
E onde está o aluno nesse contexto? Ele está lá no começo do nosso texto, quando dizemos que educação tem mais a ver com aprendizagem do que com ensino.
Pois de nada adiantará o ensino, se o estudante não decidir, digamos assim, “por o pé na estrada”. Se ele se recusar a empreender essa viagem rumo ao conhecimento e à sua própria evolução seja por medo, preguiça, comodismo, sei lá. Depois não adianta querer achar culpados.
É imprescindível que o estudante seja conscientizado de que a ele cabe o acolhimento do que está sendo transmitido/ensinado. Se ele se fechar em copas, não brotará nada desse precioso terreno. Todavia, para que ele se torne receptivo, precisará ser cativado, encantado até. E aí entram as mais diferentes ferramentas, as novas tecnologias, ou apenas aquele genuíno entusiasmo daquele professor da segunda série do ensino fundamental de quem a gente não se esquece pelo resto da vida.
Rubia Ana Mossi Frizzo - jornalista
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Lançamento livro “A Louca e Outros Contos de Ônibus”
Caros Leitores e Telespectadores, no próximo dia 14 setembro estarei lançando meu livro de contos intitulado “A Louca e Outros Contos de Ônibus”, em Porto Alegre, na Livraria Bamboletras, localizada no Centro Comercial Olaria, rua Lima e Silva nº 776 – Cidade Baixa. Convido vocês para estarem presentes e que me ajudem a divulgar o evento. Em Caxias do Sul, o livro pode ser encontrado na livraria Do Arco da Velhoa, rua Os 18 do Forte esquina com Marquês do Herval.
Transcrevo abaixo um conto pra despertar a curiosidade! Grande abraço!
Por Mônica Montanari
SABE MARIA
“Quarta-feira e eu exausta de emoções. Todas se manifestaram: temor, medo, ansiedade, saudade. Até mesmo o amor ou afeto que eu guardo numa prateleira tão inalcançável tem se manifestado.
Talvez seja bom, talvez não, mas e inevitável que um dia, por um destes tremores de terra que podem acontecer em qualquer lugar, de repente – mão mais que de repente – o vidro ode estivesse guardado se mexesse e viesse à tona todo e tudo ali guardado.
Ficamos anos sem mexer no depósito das emoções e então, quando menos esperamos, ela vêm por si só, como se não dependesse de nós. Acalentador e assustador o processo que nos faz ver que elas ainda existem. Acalentador porque voltamos a perceber a nossa existência além desta razão – esta que pregamos no dia-a- dia todo o dia – e deste corpo. Assustador porque, neste momento, ainda não sabemos o que fazer com tudo isso.
Podemos guardar um pouco para o café da manha?
Nesta hora tão esdrúxula – adoro esta palavra! – do encontro é que lembro do meu amigo que escrever que a alma era tal qual sabiá que um belo dia resolveu partir e então a razão, a sabedora de tudo resolveu tomar conta do espaço, ao final do dia tudo que se queria era o canto do sabiá, mas os sabiás só cantam ao raiar. Descobertas?”
Releio agora a carta que recebi de você com a certeza de que eu mesma poderia ter escrito porque nossos amores ficam sempre trancados em vidro ou livros, nas prateleiras mais inalcançáveis como para negar sua existência, não ter que ver.
Você me diz tudo isso, mas não me conta o que fez com o conteúdo do vidro depois que ele abriu e me deixou a pensar o que eu faria.
Sabe, Maria, que não sei o que te dizer? Não sei o que faria, mas acho que juntaria tudo, cuidadosamente, varreria, colocaria no lixo e colocaria fora!
O que foi que você fez? O que foi que nós fizemos?
Transcrevo abaixo um conto pra despertar a curiosidade! Grande abraço!
Por Mônica Montanari
SABE MARIA
“Quarta-feira e eu exausta de emoções. Todas se manifestaram: temor, medo, ansiedade, saudade. Até mesmo o amor ou afeto que eu guardo numa prateleira tão inalcançável tem se manifestado.
Talvez seja bom, talvez não, mas e inevitável que um dia, por um destes tremores de terra que podem acontecer em qualquer lugar, de repente – mão mais que de repente – o vidro ode estivesse guardado se mexesse e viesse à tona todo e tudo ali guardado.
Ficamos anos sem mexer no depósito das emoções e então, quando menos esperamos, ela vêm por si só, como se não dependesse de nós. Acalentador e assustador o processo que nos faz ver que elas ainda existem. Acalentador porque voltamos a perceber a nossa existência além desta razão – esta que pregamos no dia-a- dia todo o dia – e deste corpo. Assustador porque, neste momento, ainda não sabemos o que fazer com tudo isso.
Podemos guardar um pouco para o café da manha?
Nesta hora tão esdrúxula – adoro esta palavra! – do encontro é que lembro do meu amigo que escrever que a alma era tal qual sabiá que um belo dia resolveu partir e então a razão, a sabedora de tudo resolveu tomar conta do espaço, ao final do dia tudo que se queria era o canto do sabiá, mas os sabiás só cantam ao raiar. Descobertas?”
Releio agora a carta que recebi de você com a certeza de que eu mesma poderia ter escrito porque nossos amores ficam sempre trancados em vidro ou livros, nas prateleiras mais inalcançáveis como para negar sua existência, não ter que ver.
Você me diz tudo isso, mas não me conta o que fez com o conteúdo do vidro depois que ele abriu e me deixou a pensar o que eu faria.
Sabe, Maria, que não sei o que te dizer? Não sei o que faria, mas acho que juntaria tudo, cuidadosamente, varreria, colocaria no lixo e colocaria fora!
O que foi que você fez? O que foi que nós fizemos?
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
O que é essencial para você?
Estamos sempre buscando novos desafios. A vida é tão dinâmica e anda em ritmo tão frenético, que ficar parado é sinônimo de estagnação. Não importa a personalidade, se você é mais tímido, introvertido. A ordem única é aproveitar as oportunidades, demonstrar iniciativa, sem perder tempo. Mas será que neste turbilhão conseguimos identificar o que realmente faz a diferença? O que nos faz feliz, o que realmente importa? Temos sempre coisas urgentes para pensar e resolver. Por um lado é a pressão, pelo outro, a confusão. Socorro preciso respirar. Retirem as máscaras, preciso de ar puro, liberdade, naturalidade.
Há pessoas que preferem mascarar esta confusão, proclamando a célebre frase “o destino quis assim”. Estes são os acomodados, conformistas. Outros vão à luta, mas pelo excesso de impulsividade, também não encontram o final feliz, os denominados impulsivos. Há também os que se aventuram no mundo das ideias e opinam sobre tudo e todos, os chamados ousados. E os ponderados, aqueles que nunca tomam uma atitude sem refletir antes? Também nem sempre acertam as escolhas. Então a pergunta é: O que é essencial para você? Ser feliz, bem-sucedido profissional e pessoalmente, ganhar dinheiro, ter amigos, construir família? Ou apenas viver cada minuto, um dia após o outro, sem tantos planos?
O acúmulo dos fatos vividos deve proporcionar uma experiência, no mínimo, proveitosa. Mas atenção: as coisas nem sempre acontecem de acordo com as nossas expectativas. É preciso priorizar, mas sem deixar de sonhar. São nossos desejos e a vontade de alcançar objetivos que impulsionam nossas atitudes. E neste quesito não pode haver desânimos diante de qualquer obstáculo. É preciso seguir, avante! Existem coisas que nos espantam no meio do caminho, claro, mas não podemos envelhecer emocionalmente. Fisicamente, não há saída, nem mesmo com a infinidade de tratamentos estéticos existentes hoje e com o avanço da medicina. Mas falo da renovação que deve acontecer diariamente, de ideias, de bons pensamentos, da crença nas coisas e nas pessoas que nos fazem bem.
O tempo pode ser nosso aliado, quando bem aproveitado. Podem faltar minutos para fazer tudo que se gostaria em um único dia, mas pode sobrar disposição para se realizar o que se pretende nos momentos mais oportunos. Mas aqui é preciso uma dose extra de maturidade, sabedoria e paciência. E nem sempre é fácil ter, não é? É um exercício suado, que dispensa energia.
Eu estou tentando e está valendo a pena. Elenque suas prioridades, mude suas atitudes, abra caminho para o novo. Tente, invente, reinvente. Não repita modelos, não crie estereótipos antes de conhecer, baixe as armas. Seja mais suave, sem arrogância. Permita que os outros se aproximem, sem medo, sem culpa. É muito gratificante a aceitação da diferença. Ela não retira, ao contrário, constrói novos caminhos.
Este é o tema do próximo programa. Não perca! No canal 14 da Net e na Web Tv Soluções (http://www.tvsolucoes.com.br/).
Há pessoas que preferem mascarar esta confusão, proclamando a célebre frase “o destino quis assim”. Estes são os acomodados, conformistas. Outros vão à luta, mas pelo excesso de impulsividade, também não encontram o final feliz, os denominados impulsivos. Há também os que se aventuram no mundo das ideias e opinam sobre tudo e todos, os chamados ousados. E os ponderados, aqueles que nunca tomam uma atitude sem refletir antes? Também nem sempre acertam as escolhas. Então a pergunta é: O que é essencial para você? Ser feliz, bem-sucedido profissional e pessoalmente, ganhar dinheiro, ter amigos, construir família? Ou apenas viver cada minuto, um dia após o outro, sem tantos planos?
O acúmulo dos fatos vividos deve proporcionar uma experiência, no mínimo, proveitosa. Mas atenção: as coisas nem sempre acontecem de acordo com as nossas expectativas. É preciso priorizar, mas sem deixar de sonhar. São nossos desejos e a vontade de alcançar objetivos que impulsionam nossas atitudes. E neste quesito não pode haver desânimos diante de qualquer obstáculo. É preciso seguir, avante! Existem coisas que nos espantam no meio do caminho, claro, mas não podemos envelhecer emocionalmente. Fisicamente, não há saída, nem mesmo com a infinidade de tratamentos estéticos existentes hoje e com o avanço da medicina. Mas falo da renovação que deve acontecer diariamente, de ideias, de bons pensamentos, da crença nas coisas e nas pessoas que nos fazem bem.
O tempo pode ser nosso aliado, quando bem aproveitado. Podem faltar minutos para fazer tudo que se gostaria em um único dia, mas pode sobrar disposição para se realizar o que se pretende nos momentos mais oportunos. Mas aqui é preciso uma dose extra de maturidade, sabedoria e paciência. E nem sempre é fácil ter, não é? É um exercício suado, que dispensa energia.
Eu estou tentando e está valendo a pena. Elenque suas prioridades, mude suas atitudes, abra caminho para o novo. Tente, invente, reinvente. Não repita modelos, não crie estereótipos antes de conhecer, baixe as armas. Seja mais suave, sem arrogância. Permita que os outros se aproximem, sem medo, sem culpa. É muito gratificante a aceitação da diferença. Ela não retira, ao contrário, constrói novos caminhos.
Thaís Helena Baldasso
Este é o tema do próximo programa. Não perca! No canal 14 da Net e na Web Tv Soluções (http://www.tvsolucoes.com.br/).
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Consumo x Angústia
Falar sobre este tema é muito pertinente em época de liquidação, de ofertas tentadoras, de crédito facilitado e de compras parceladas em muitas, muitas prestações. O consumo é benéfico, move a economia; mas quando vira consumismo exacerbado, pode virar doença. Nós abordamos o tema no segundo programa do Conexão Alternativa,que traz ainda dicas de uma economista sobre planejamento financeiro.
Numa sociedade voltada para o consumo, o prazer imediato é buscado de maneira incessante. E comprar por impulso é uma maneira de satisfazer as necessidades mais imediatas ou substituir carências, baixo estima, necessidade de auto afirmação. Parece que a felicidade está concentrada na quantidade de cédulas ou moedas que temos no bolso. Mas e quando nossa condição financeira não permite extravagâncias? Vem a frustração e o endividamento...e vira doença, chamada de TCC, transtorno do comprar compulsivo, tratado em consultório com psicólogos e medicamentos. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o TCC já atinge 5% da população mundial. E no Brasil, 85% das famílias tem despesas superiores ao rendimento mensal, segundo o IBGE. Preocupante, não? Por isso planejar as despesas é de fundamental importância para equilibrar as contas. Tem gente que faz tabela no Excel, outros anotam as despesas diárias, para controlar o dinheiro. Entre os públicos que mais consomem, estão os adolescentes, que gastam muitos reais em artigos de luxo e de grife. E com a publicidade mais apelativa e realizada de forma interativa pela internet, não há quem resista às compras. É possível saber informações detalhadas de cada artigo.
Quer saber mais? Assista o Conexão Alternativa, no canal 14 e pela WEB TV Soluções. Beijão!
Numa sociedade voltada para o consumo, o prazer imediato é buscado de maneira incessante. E comprar por impulso é uma maneira de satisfazer as necessidades mais imediatas ou substituir carências, baixo estima, necessidade de auto afirmação. Parece que a felicidade está concentrada na quantidade de cédulas ou moedas que temos no bolso. Mas e quando nossa condição financeira não permite extravagâncias? Vem a frustração e o endividamento...e vira doença, chamada de TCC, transtorno do comprar compulsivo, tratado em consultório com psicólogos e medicamentos. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o TCC já atinge 5% da população mundial. E no Brasil, 85% das famílias tem despesas superiores ao rendimento mensal, segundo o IBGE. Preocupante, não? Por isso planejar as despesas é de fundamental importância para equilibrar as contas. Tem gente que faz tabela no Excel, outros anotam as despesas diárias, para controlar o dinheiro. Entre os públicos que mais consomem, estão os adolescentes, que gastam muitos reais em artigos de luxo e de grife. E com a publicidade mais apelativa e realizada de forma interativa pela internet, não há quem resista às compras. É possível saber informações detalhadas de cada artigo.
Quer saber mais? Assista o Conexão Alternativa, no canal 14 e pela WEB TV Soluções. Beijão!
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Padrões de Beleza
Antigamente, as mulheres mais "gordinhas" é que eram aclamadas como deusas, pois significava que comiam bem, logo vinham de boas famílias. Mas como o passar dos anos, isso mudou muito. Tanto que hoje em dia, o que vale são as curvas perfeitas, mulheres esbeltas são as mais sedutoras e tudo mais. Com isso, o sexo feminino entrou numa neurose de emagrecer.
Estudos brasileiros recentes mostram que 67% das adolescentes atuais não gostam do próprio corpo. Não estão satisfeitas com a imagem de seus corpos e adotam práticas perigosas para a saúde, como “pular” refeições para emagrecer. É o que aponta uma das pesquisas da Secretaria de Estado da Saúde realizada no ambulatório de Ginecologia da Adolescente do Hospital das Clínicas de São Paulo, o maior da América Latina. Diante disso, muitas vezes, essas adolescentes, chegam a evoluir para um quadro de baixa auto-estima, comportamento anti-social e depressão. E por que? Por que meninas lindas e saudáveis recorrem a essas práticas de emagrecimento radicais?
Muitas alegam que a culpa é da mídia, que estabelece padrões de beleza quase inatingíveis. Padrões esses, que já estão incorporados na cultura do jovem.
“Corpos magros”, “corpos bombados”, “corpos esculpidos”.
O hábito de restringir a dieta, fazendo uma refeição por dia, seguido da prática de atividade física e uso de medicamentos para emagrecer, configuram uma realidade perigosa.
Perder peso e ganhar a forma dos padrões de beleza vigentes é tão mais importante que a preocupação com a saúde ou a qualidade de vida.
A palavra nutrição acaba rimando apenas com magreza e perda de calorias e por conseqüência com a palavra doença.
Mas, será a mídia a única culpada e vilã dessa história? Independente disso, rever padrões, atitudes e comportamento se fazem urgente! O jovem precisa de modelos para se firmar e construir pilares que o sustente na vida adulta. Muito melhor se forem modelos saudáveis!
Estudos brasileiros recentes mostram que 67% das adolescentes atuais não gostam do próprio corpo. Não estão satisfeitas com a imagem de seus corpos e adotam práticas perigosas para a saúde, como “pular” refeições para emagrecer. É o que aponta uma das pesquisas da Secretaria de Estado da Saúde realizada no ambulatório de Ginecologia da Adolescente do Hospital das Clínicas de São Paulo, o maior da América Latina. Diante disso, muitas vezes, essas adolescentes, chegam a evoluir para um quadro de baixa auto-estima, comportamento anti-social e depressão. E por que? Por que meninas lindas e saudáveis recorrem a essas práticas de emagrecimento radicais?
Muitas alegam que a culpa é da mídia, que estabelece padrões de beleza quase inatingíveis. Padrões esses, que já estão incorporados na cultura do jovem.
“Corpos magros”, “corpos bombados”, “corpos esculpidos”.
O hábito de restringir a dieta, fazendo uma refeição por dia, seguido da prática de atividade física e uso de medicamentos para emagrecer, configuram uma realidade perigosa.
Perder peso e ganhar a forma dos padrões de beleza vigentes é tão mais importante que a preocupação com a saúde ou a qualidade de vida.
A palavra nutrição acaba rimando apenas com magreza e perda de calorias e por conseqüência com a palavra doença.
Mas, será a mídia a única culpada e vilã dessa história? Independente disso, rever padrões, atitudes e comportamento se fazem urgente! O jovem precisa de modelos para se firmar e construir pilares que o sustente na vida adulta. Muito melhor se forem modelos saudáveis!
Por Virgínia Felippetti
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
A felicidade não foi embora
Tenho ouvido e lido constante e repetidas vezes algumas palavras como se houvesse uma relação simbiótica entre elas. Paro agora e me ponho a buscar esta relação, mas não encontro, o que me deixa bastante incomodada. Será que todo mundo vê, menos eu? Bom, pra dizer a verdade encontro algumas pontes efêmeras que podem juntar uma a outra, mas não exatamente criar uma relação entre elas.
Felicidades - Crise - Dinheiro.
Agora aqui escrevendo penso ser possível adicionar uma palavra a esta tríade e daí sim, teremos uma relação entre as mesmas: prioridade. Então... plim! Raciocina agora comigo: em tempos de crise a prioridade é a felicidade ou o dinheiro?
Sim, sim, não sou purista nem romântica ao ponto de achar que dá pra ser feliz sem dinheiro, principalmente numa cidade como a nossa em que é preciso, além de tudo, ter uma super resistência ao frio. Não acho que seja possível ser feliz morando nas calçadas, apesar de vermos aumentar esta população diariamente...
Mas o viés é outro e o meu grande questionamento, o que eu me pergunto incansavelmente, é porque nestes tempos de crise nos afastamos de algumas coisas que nos garantem a felicidade independentemente de dinheiro.
Se existem coisas que custam um valor que não temos, existem outras que nos dão um prazer imensurável e estão ali, ao alcance da mão e deixamos passar, talvez pelo prazer de ficar reclamando da vida. E como se reclama da vida!
Parece receita de felicidade? E quem diz que não é?
A leitura de um bom livro. Não tem grana pra comprar? Troca com alguém, pega emprestado de um amigo, vá à biblioteca.
Andar de pés descalços num gramado. Não tem jardim na sua casa? Posso listar alguns espaços públicos onde você pode sentir a grama sob seus pés.
Quer mais?
Quando a chuva chegar ao invés de reclamar que “só chove nesta cidade”, apure o olfato e sinta o cheiro da chuva no ar. Ainda esta mesma chuva pode garantir ter a coragem de erguer o rosto e sentir as gotas a nos lavar - o rosto e a alma - e o vento acariciando nossa face.
Assim, trilogia básica da felicidade, sem dinheiro no bolso: pés descalços, cheiro de chuva e vento no rosto! Delícia, né? Você não acha que dá pra ser feliz?!
Felicidades - Crise - Dinheiro.
Agora aqui escrevendo penso ser possível adicionar uma palavra a esta tríade e daí sim, teremos uma relação entre as mesmas: prioridade. Então... plim! Raciocina agora comigo: em tempos de crise a prioridade é a felicidade ou o dinheiro?
Sim, sim, não sou purista nem romântica ao ponto de achar que dá pra ser feliz sem dinheiro, principalmente numa cidade como a nossa em que é preciso, além de tudo, ter uma super resistência ao frio. Não acho que seja possível ser feliz morando nas calçadas, apesar de vermos aumentar esta população diariamente...
Mas o viés é outro e o meu grande questionamento, o que eu me pergunto incansavelmente, é porque nestes tempos de crise nos afastamos de algumas coisas que nos garantem a felicidade independentemente de dinheiro.
Se existem coisas que custam um valor que não temos, existem outras que nos dão um prazer imensurável e estão ali, ao alcance da mão e deixamos passar, talvez pelo prazer de ficar reclamando da vida. E como se reclama da vida!
Parece receita de felicidade? E quem diz que não é?
A leitura de um bom livro. Não tem grana pra comprar? Troca com alguém, pega emprestado de um amigo, vá à biblioteca.
Andar de pés descalços num gramado. Não tem jardim na sua casa? Posso listar alguns espaços públicos onde você pode sentir a grama sob seus pés.
Quer mais?
Quando a chuva chegar ao invés de reclamar que “só chove nesta cidade”, apure o olfato e sinta o cheiro da chuva no ar. Ainda esta mesma chuva pode garantir ter a coragem de erguer o rosto e sentir as gotas a nos lavar - o rosto e a alma - e o vento acariciando nossa face.
Assim, trilogia básica da felicidade, sem dinheiro no bolso: pés descalços, cheiro de chuva e vento no rosto! Delícia, né? Você não acha que dá pra ser feliz?!
Por Mônica Montanari
sexta-feira, 30 de julho de 2010
A eterna conquista
A vida é um eterno e saboroso desafio. Somos diariamente pressionadas em aceitar as mudanças que chegam abruptamente, sem pedir licença.
Ora temos 16, 18 anos e nossos pensamentos giram em torno do vestibular, da conquista do primeiro emprego, da vivência do primeiro amor. Ora temos mais de 30 e enfrentamos uma importante transformação comportamental. É quando nos damos conta que somos adultas de verdade. Casamos e chegam os filhos. Mais mudanças, mais responsabilidades.
E a concorrência no trabalho? Se você decide não ter filhos para poder ter mais tempo, o mercado profissional exige que estas horas sejam dedicadas a novos projetos e impõe diferentes tarefas...
Os anos passando e você quer diminuir o ritmo? Que nada, hora de mostrar produtividade, de cuidar do corpo e da mente, atender o filhos, ser a esposa exemplar, manter a casa um modelo para revista de decoração, ampliar a rede de relacionamentos, dar atenção aos amigos e verificar se não falta nada aos nossos pais, já virando o cabo da boa esperança.
Ufa! E nós? Onde estamos? Tentando manter tudo em equilíbrio, com serenidade, com um sorriso nos lábios, com o controle que nos é peculiar. Afinal tudo dá certo quando termina o dia... só o reconhecimento por todo este esforço é que demora a chegar... mas o que seria vida se não fosse cheia de desafios, descobertas, surpresas. Sem graça né? E pra você, qual o principal desafio da vida moderna?
Ora temos 16, 18 anos e nossos pensamentos giram em torno do vestibular, da conquista do primeiro emprego, da vivência do primeiro amor. Ora temos mais de 30 e enfrentamos uma importante transformação comportamental. É quando nos damos conta que somos adultas de verdade. Casamos e chegam os filhos. Mais mudanças, mais responsabilidades.
E a concorrência no trabalho? Se você decide não ter filhos para poder ter mais tempo, o mercado profissional exige que estas horas sejam dedicadas a novos projetos e impõe diferentes tarefas...
Os anos passando e você quer diminuir o ritmo? Que nada, hora de mostrar produtividade, de cuidar do corpo e da mente, atender o filhos, ser a esposa exemplar, manter a casa um modelo para revista de decoração, ampliar a rede de relacionamentos, dar atenção aos amigos e verificar se não falta nada aos nossos pais, já virando o cabo da boa esperança.
Ufa! E nós? Onde estamos? Tentando manter tudo em equilíbrio, com serenidade, com um sorriso nos lábios, com o controle que nos é peculiar. Afinal tudo dá certo quando termina o dia... só o reconhecimento por todo este esforço é que demora a chegar... mas o que seria vida se não fosse cheia de desafios, descobertas, surpresas. Sem graça né? E pra você, qual o principal desafio da vida moderna?
Por Thaís Helena Baldasso
Tempo: desafio da vida moderna
As transformações em nossa vida não pedem licença, simplesmente acontecem. Porque a vida é dinâmica e faz parte deste universo que se equilibra no caos. Assim como um fractal, de grande complexidade e beleza, possui as características do todo infinitamente multiplicadas dentro de cada parte. Nem adianta tentar entender a sua totalidade, pois ela foge à compreensão da mente humana. As transformações, o tempo, a eternidade, o movimento e o repouso. Ao redor dos quais giram todas as coisas e sobre o que já se debruçaram alquimistas, psicólogos, físicos e poetas.
Há quem diga (e são muitas as vozes) que o maior desafio da vida moderna é o tempo. Mais especificamente a “aceleração do tempo”. Tenho uma amiga que já leu e releu o livro da Bárbara Hand Clow - “O Código Maia” sobre a aceleração do tempo e confessa que entendeu, mas não “compreendeu”, porque é quase um enigma mesmo. Mas entende, isso sim, que precisa de cada vez mais tempo para parir filhos, educar filhos, orientar filhos, levar filhos e acompanhar filhos. Para cuidar do marido, ajudá-lo profissionalmente, tratar do seu ego ferido, ser “boa” amante, acompanhar a política e o futebol (não podemos ficar desatualizadas). Ler o último livro da Lya Luft, ir ao cinema, ser boa profissional, praticar exercícios, ir ao salão, fazer limpeza de pele, dar uma olhada nos últimos lançamentos da moda... E ainda manter a despensa bem sortida, a casa limpa, as roupas da família em dia e ter uma vida social. Ter um tempo diário (mensal?) para o ócio, para a reflexão, para a conversa fiada, escutar uma música, tomar café com uma amiga. E ainda, porque a espiritualidade não pode ficar de fora, arranjar tempo para meditar.
Temos também o desafio de lidar com as novas tecnologias (uma bênção e uma maldição ao mesmo tempo), com a poluição e a sustentabilidade. E ainda saber lidar com nossas emoções, porque são elas que dão colorido às nossas vidas. Não deixá-las brilhar demais porque ofusca, nem deixá-las só preto-e-branco porque fica sem graça.
Podem dizer que tudo é uma questão de equilíbrio, mas até para equilibrar o que poderia ser muito simples, como trabalho-sono-alimentação-exercício é preciso uma boa dose de sabedoria. Bem, dá prá ver que são muitos os desafios e que não é nada fácil manter a lucidez em meio a tantos valores contraditórios. Mas talvez sejam eles que nos deem o impulso necessário para seguir em frente.
Por Rubia Frizzo
Start
Foi uma conquista a quatro mãos, regada com muitos cafés, com boas conversas e criativas ideias. A vontade de voltar a discutir os assuntos do cotidiano, agora na TV, nos levou ao programa Conexão Alternativa. Esperamos com ansiedade a estréia deste projeto, que tomou forma nesta quinta-feira, dia 28 de julho.
Mas a nossa ligação vem de alguns anos atrás quando eu apresentava um programa diário, pela manhã, em uma rádio AM local. Foi aí que conheci Rubia, Virgínia, Monica. Pessoas especiais que passei a escutar com admiração. Nossa sintonia em discutir os mais diferenciados temas tornou-as presenças constantes nos programas e conquistou a audiência.
Eu segui novos rumos pessoais e profissionais e deixamos de bater nossos papos na rádio. Mas quando a vida moderna nos permitia alguns minutos de felicidade, nos reuníamos para falar das constantes transformações. Nós quatro temos idades diferentes, vivências diferentes, opiniões diferentes. E é isto que nos permite falar abertamente sobre qualquer assunto. Sem conflito, sem preconceito.
Sempre acreditei que abrir um espaço de discussão sobre assuntos que interessam aos mais diferentes públicos é uma forma de ver o lado B das coisas, de ouvir diferentes opiniões sobre o tema, de oportunizar que cada um tire suas próprias conclusões sobre os fatos. E é isso que queremos. Discutir com você os assuntos que permeiam nosso dia a dia, abertamente.
O programa é feito por mulheres, mas não só para as mulheres. Afinal o que seria de nós, se a mulher não completasse o homem e vice versa? Por isso queremos ouvir a sua opinião. Participe! Sugerindo temas, relatando impressões, dando sua opinião. Estamos abertas a ouvi-lo!!!
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