Há pessoas que preferem mascarar esta confusão, proclamando a célebre frase “o destino quis assim”. Estes são os acomodados, conformistas. Outros vão à luta, mas pelo excesso de impulsividade, também não encontram o final feliz, os denominados impulsivos. Há também os que se aventuram no mundo das ideias e opinam sobre tudo e todos, os chamados ousados. E os ponderados, aqueles que nunca tomam uma atitude sem refletir antes? Também nem sempre acertam as escolhas. Então a pergunta é: O que é essencial para você? Ser feliz, bem-sucedido profissional e pessoalmente, ganhar dinheiro, ter amigos, construir família? Ou apenas viver cada minuto, um dia após o outro, sem tantos planos?
O acúmulo dos fatos vividos deve proporcionar uma experiência, no mínimo, proveitosa. Mas atenção: as coisas nem sempre acontecem de acordo com as nossas expectativas. É preciso priorizar, mas sem deixar de sonhar. São nossos desejos e a vontade de alcançar objetivos que impulsionam nossas atitudes. E neste quesito não pode haver desânimos diante de qualquer obstáculo. É preciso seguir, avante! Existem coisas que nos espantam no meio do caminho, claro, mas não podemos envelhecer emocionalmente. Fisicamente, não há saída, nem mesmo com a infinidade de tratamentos estéticos existentes hoje e com o avanço da medicina. Mas falo da renovação que deve acontecer diariamente, de ideias, de bons pensamentos, da crença nas coisas e nas pessoas que nos fazem bem.
O tempo pode ser nosso aliado, quando bem aproveitado. Podem faltar minutos para fazer tudo que se gostaria em um único dia, mas pode sobrar disposição para se realizar o que se pretende nos momentos mais oportunos. Mas aqui é preciso uma dose extra de maturidade, sabedoria e paciência. E nem sempre é fácil ter, não é? É um exercício suado, que dispensa energia.
Eu estou tentando e está valendo a pena. Elenque suas prioridades, mude suas atitudes, abra caminho para o novo. Tente, invente, reinvente. Não repita modelos, não crie estereótipos antes de conhecer, baixe as armas. Seja mais suave, sem arrogância. Permita que os outros se aproximem, sem medo, sem culpa. É muito gratificante a aceitação da diferença. Ela não retira, ao contrário, constrói novos caminhos.
Thaís Helena Baldasso
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