Li em algum lugar que educação tem mais a ver com aprendizagem do que com ensino, o que me fez refletir um bocado. De fato a educação ocorre quando aprendemos e apreendemos (com dois “es”), transformando o conhecimento obtido em habilidades, aptidões e atitudes. Caso contrário terá sido mais um blá, blá, blá.
No programa Conexão Alternativa, a Thais, a Mônica a Virgínia e eu refletimos sobre o papel da família e dos professores na educação – o que às vezes é visto como uma disputa de território. Para mim, filha de uma professora e irmã de outra (embora eu mesma tenha transitado por esse sacerdócio por curto espaço de tempo) essa distinção é muito clara. Os professores são facilitadores para a obtenção de conteúdos organizados nas diversas áreas do conhecimento humano. Porém, os conhecimentos necessários ao convívio do jovem com seu semelhante e com a natureza (respeito, ética, responsabilidade, altruísmo, compaixão e tantos outros valores) são aprendidos em casa e na comunidade (comunidade em que a escola está também inserida).
É certo que um pai e uma mãe não educam seus filhos sozinhos. Há todo um grupo de influência permeando sua educação, que passa pelo seu grupo de amigos, pelos lugares que ele freqüenta, pelas leituras que faz, pelos filmes que assiste. Enfim, por toda a informação e observação a que é exposto durante seu dia-a-dia. Sabe-se que o ambiente em que se vive é grandemente responsável por educar e também por deseducar (como o fato de ver um adulto tratando mal um animal, jogando lixo pela janela do carro, etc.). Cria-se, a partir de tudo isso, um círculo virtuoso ou um círculo vicioso, onde cada um passa adiante os valores que aprendeu – bons ou maus.
E onde está o aluno nesse contexto? Ele está lá no começo do nosso texto, quando dizemos que educação tem mais a ver com aprendizagem do que com ensino.
Pois de nada adiantará o ensino, se o estudante não decidir, digamos assim, “por o pé na estrada”. Se ele se recusar a empreender essa viagem rumo ao conhecimento e à sua própria evolução seja por medo, preguiça, comodismo, sei lá. Depois não adianta querer achar culpados.
É imprescindível que o estudante seja conscientizado de que a ele cabe o acolhimento do que está sendo transmitido/ensinado. Se ele se fechar em copas, não brotará nada desse precioso terreno. Todavia, para que ele se torne receptivo, precisará ser cativado, encantado até. E aí entram as mais diferentes ferramentas, as novas tecnologias, ou apenas aquele genuíno entusiasmo daquele professor da segunda série do ensino fundamental de quem a gente não se esquece pelo resto da vida.
Rubia Ana Mossi Frizzo - jornalista
Estava assistindo o programa e me lembrei que hoje em dia muitas escolas particulares, veêm os alunos como "clientes" - já que essas, precisam deles p/ obter lucro - com isso, esta forma de olhar o aluno, faz dele muito mais poderoso que o professor; uma vez que, o cliente sempre tem razão!
ResponderExcluirbjs
Jordana P. B. Almeida
Meninas, parabéns pelo programa! Estou amaando! Beijos
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