terça-feira, 26 de outubro de 2010

A arte de envelhecer

O envelhecer deve ser visto como um processo contínuo de crescimento intelectual, emocional e psicológico.
            Embora em qualquer idade seja possível morrer, a velhice concentra maior acúmulo de perdas, limitações motoras, cognitivas e físicas. Dessa forma, torna-se importante elaborar a proximidade da própria morte. Quem não pode aceitar sua finitude ou se sente frustrado com o curso que sua vida tomou, poderá ser invadido pelo desespero de perceber que o tempo é muito breve para recomeçar uma nova vida.
           Quem se recusa a aceitar as mudanças que essa fase da vida traz, pode viver em um constante estresse e pessimismo perante  a perda de prestígio e do poder aquisitivo, além de ter uma reduzida auto-estima.
Saber envelhecer não é fácil, principalmente numa sociedade que cultiva o novo, as cirurgias plásticas,  o poder e a produtividade. Saber envelhecer é um aprendizado contínuo, é aceitar as novas limitações que o tempo traz, é não encarar a aposentadoria como um vazio, mas aprender a usar  e desfrutar desse momento livre para buscar momentos de prazer.          
             Um envelhecer repleto de sentido é aquele momento no qual predomina uma atitude contemplativa.
É reconciliar-se com seus fracassos, erros e defeitos, aceitando a si mesmo e evidenciando o que se tem de melhor, como a experiência de vida, a maturidade e a sabedoria, aprendendo a desfrutar dos prazeres que só essa etapa possibilita.

Virginia Toni Felippetti

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