sexta-feira, 30 de julho de 2010

A eterna conquista

A vida é um eterno e saboroso desafio. Somos diariamente pressionadas em aceitar as mudanças que chegam abruptamente, sem pedir licença.

Ora temos 16, 18 anos e nossos pensamentos giram em torno do vestibular, da conquista do primeiro emprego, da vivência do primeiro amor. Ora temos mais de 30 e enfrentamos uma importante transformação comportamental. É quando nos damos conta que somos adultas de verdade. Casamos e chegam os filhos. Mais mudanças, mais responsabilidades.

E a concorrência no trabalho? Se você decide não ter filhos para poder ter mais tempo, o mercado profissional exige que estas horas sejam dedicadas a novos projetos e impõe diferentes tarefas...

Os anos passando e você quer diminuir o ritmo? Que nada, hora de mostrar produtividade, de cuidar do corpo e da mente, atender o filhos, ser a esposa exemplar, manter a casa um modelo para revista de decoração, ampliar a rede de relacionamentos, dar atenção aos amigos e verificar se não falta nada aos nossos pais, já virando o cabo da boa esperança.

Ufa! E nós? Onde estamos? Tentando manter tudo em equilíbrio, com serenidade, com um sorriso nos lábios, com o controle que nos é peculiar. Afinal tudo dá certo quando termina o dia... só o reconhecimento por todo este esforço é que demora a chegar... mas o que seria vida se não fosse cheia de desafios, descobertas, surpresas. Sem graça né? E pra você, qual o principal desafio da vida moderna?
Por Thaís Helena Baldasso

Tempo: desafio da vida moderna

As transformações em nossa vida não pedem licença, simplesmente acontecem. Porque a vida é dinâmica e faz parte deste universo que se equilibra no caos. Assim como um fractal, de grande complexidade e beleza, possui as características do todo infinitamente multiplicadas dentro de cada parte. Nem adianta tentar entender a sua totalidade, pois ela foge à compreensão da mente humana. As transformações, o tempo, a eternidade, o movimento e o repouso. Ao redor dos quais giram todas as coisas e sobre o que já se debruçaram alquimistas, psicólogos, físicos e poetas.

Há quem diga (e são muitas as vozes) que o maior desafio da vida moderna é o tempo. Mais especificamente a “aceleração do tempo”. Tenho uma amiga que já leu e releu o livro da Bárbara Hand Clow - “O Código Maia” sobre a aceleração do tempo e confessa que entendeu, mas não “compreendeu”, porque é quase um enigma mesmo. Mas entende, isso sim, que precisa de cada vez mais tempo para parir filhos, educar filhos, orientar filhos, levar filhos e acompanhar filhos. Para cuidar do marido, ajudá-lo profissionalmente, tratar do seu ego ferido, ser “boa” amante, acompanhar a política e o futebol (não podemos ficar desatualizadas). Ler o último livro da Lya Luft, ir ao cinema, ser boa profissional, praticar exercícios, ir ao salão, fazer limpeza de pele, dar uma olhada nos últimos lançamentos da moda... E ainda manter a despensa bem sortida, a casa limpa, as roupas da família em dia e ter uma vida social. Ter um tempo diário (mensal?) para o ócio, para a reflexão, para a conversa fiada,  escutar uma música, tomar café com uma amiga.  E ainda, porque a espiritualidade não pode ficar de fora, arranjar tempo para meditar.

Temos também o desafio de lidar com as novas tecnologias (uma bênção e uma maldição ao mesmo tempo), com a poluição e a sustentabilidade. E ainda  saber lidar com nossas emoções, porque são elas que dão colorido às nossas vidas. Não deixá-las brilhar demais porque ofusca, nem deixá-las só preto-e-branco porque fica sem graça.

Podem dizer que tudo é uma questão de equilíbrio, mas até para equilibrar o que poderia ser muito simples, como trabalho-sono-alimentação-exercício é preciso uma boa dose de sabedoria. Bem, dá prá ver que são muitos os desafios e que não é nada fácil manter a lucidez em meio a tantos valores contraditórios. Mas talvez sejam eles que nos deem o impulso necessário para seguir em frente.
Por Rubia Frizzo

Start

Foi uma conquista a quatro mãos, regada com muitos cafés, com boas conversas e criativas ideias. A vontade de voltar a discutir os assuntos do cotidiano, agora na TV, nos levou ao programa Conexão Alternativa. Esperamos com ansiedade a estréia deste projeto, que tomou forma nesta quinta-feira, dia 28 de julho.

Mas a nossa ligação vem de alguns anos atrás quando eu apresentava um programa diário, pela manhã, em uma rádio AM local. Foi aí que conheci Rubia, Virgínia, Monica. Pessoas especiais que passei a escutar com admiração. Nossa sintonia em discutir os mais diferenciados temas tornou-as presenças constantes nos programas e conquistou a audiência. 

Eu segui novos rumos pessoais e profissionais e deixamos de bater nossos papos na rádio. Mas quando a vida moderna nos permitia alguns minutos de felicidade, nos reuníamos para falar das constantes transformações. Nós quatro temos idades diferentes, vivências diferentes, opiniões diferentes. E é isto que nos permite falar abertamente sobre qualquer assunto. Sem conflito, sem preconceito.

Sempre acreditei que abrir um espaço de discussão sobre assuntos que interessam aos mais diferentes públicos é uma forma de ver o lado B das coisas, de ouvir diferentes opiniões sobre o tema, de oportunizar que cada um tire suas próprias conclusões sobre os fatos. E é isso que queremos. Discutir com você os assuntos que permeiam nosso dia a dia, abertamente.

O programa é feito por mulheres, mas não só para as mulheres. Afinal o que seria de nós, se a mulher não completasse o homem e vice versa? Por isso queremos ouvir a sua opinião. Participe! Sugerindo temas, relatando impressões, dando sua opinião. Estamos abertas a ouvi-lo!!!