quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Moda Leti lança coleção primavera/ verão 2011

Será na próxima quitna-feira, dia 23 de setembro, o lançamento da nova coleção primavera/verão da Moda Leti. A loja que nos veste no Conexão Alternativa vai apresentar as tendências para a próxima estação, sempre elegante e bonita e para todas as idades. Eu, Rubia, Monica e Virgínia estaremos lá para conferir! Sucesso!!!

COM O “PÉ NA ESTRADA” DA EDUCAÇÃO

Li em algum lugar que educação tem mais a ver com aprendizagem do que com ensino, o que me fez refletir um bocado. De fato a educação ocorre quando aprendemos e apreendemos (com dois “es”), transformando o conhecimento obtido em habilidades, aptidões e atitudes. Caso contrário terá sido mais um blá, blá, blá.


No programa Conexão Alternativa, a Thais, a Mônica a Virgínia e eu refletimos sobre o papel da família e dos professores na educação – o que às vezes é visto como uma disputa de território. Para mim, filha de uma professora e irmã de outra (embora eu mesma tenha transitado por esse sacerdócio por curto espaço de tempo) essa distinção é muito clara. Os professores são facilitadores para a obtenção de conteúdos organizados nas diversas áreas do conhecimento humano. Porém, os conhecimentos necessários ao convívio do jovem com seu semelhante e com a natureza (respeito, ética, responsabilidade, altruísmo, compaixão e tantos outros valores) são aprendidos em casa e na comunidade (comunidade em que a escola está também inserida).

É certo que um pai e uma mãe não educam seus filhos sozinhos. Há todo um grupo de influência permeando sua educação, que passa pelo seu grupo de amigos, pelos lugares que ele freqüenta, pelas leituras que faz, pelos filmes que assiste. Enfim, por toda a informação e observação a que é exposto durante seu dia-a-dia. Sabe-se que o ambiente em que se vive é grandemente responsável por educar e também por deseducar (como o fato de ver um adulto tratando mal um animal, jogando lixo pela janela do carro, etc.). Cria-se, a partir de tudo isso, um círculo virtuoso ou um círculo vicioso, onde cada um passa adiante os valores que aprendeu – bons ou maus.

E onde está o aluno nesse contexto? Ele está lá no começo do nosso texto, quando dizemos que educação tem mais a ver com aprendizagem do que com ensino.

Pois de nada adiantará o ensino, se o estudante não decidir, digamos assim, “por o pé na estrada”. Se ele se recusar a empreender essa viagem rumo ao conhecimento e à sua própria evolução seja por medo, preguiça, comodismo, sei lá. Depois não adianta querer achar culpados.

É imprescindível que o estudante seja conscientizado de que a ele cabe o acolhimento do que está sendo transmitido/ensinado. Se ele se fechar em copas, não brotará nada desse precioso terreno. Todavia, para que ele se torne receptivo, precisará ser cativado, encantado até. E aí entram as mais diferentes ferramentas, as novas tecnologias, ou apenas aquele genuíno entusiasmo daquele professor da segunda série do ensino fundamental de quem a gente não se esquece pelo resto da vida.



Rubia Ana Mossi Frizzo - jornalista

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Lançamento livro “A Louca e Outros Contos de Ônibus”

Caros Leitores e Telespectadores, no próximo dia 14 setembro estarei lançando meu livro de contos intitulado “A Louca e Outros Contos de Ônibus”, em Porto Alegre, na Livraria Bamboletras, localizada no Centro Comercial Olaria, rua Lima e Silva nº 776 – Cidade Baixa. Convido vocês para estarem presentes e que me ajudem a divulgar o evento. Em Caxias do Sul, o livro pode ser encontrado na livraria Do Arco da Velhoa, rua Os 18 do Forte esquina com Marquês do Herval.
Transcrevo abaixo um conto pra despertar a curiosidade! Grande abraço!

                                                                          Por Mônica Montanari

SABE MARIA

“Quarta-feira e eu exausta de emoções. Todas se manifestaram: temor, medo, ansiedade, saudade. Até mesmo o amor ou afeto que eu guardo numa prateleira tão inalcançável tem se manifestado.

Talvez seja bom, talvez não, mas e inevitável que um dia, por um destes tremores de terra que podem acontecer em qualquer lugar, de repente – mão mais que de repente – o vidro ode estivesse guardado se mexesse e viesse à tona todo e tudo ali guardado.

Ficamos anos sem mexer no depósito das emoções e então, quando menos esperamos, ela vêm por si só, como se não dependesse de nós. Acalentador e assustador o processo que nos faz ver que elas ainda existem. Acalentador porque voltamos a perceber a nossa existência além desta razão – esta que pregamos no dia-a- dia todo o dia – e deste corpo. Assustador porque, neste momento, ainda não sabemos o que fazer com tudo isso.

Podemos guardar um pouco para o café da manha?

Nesta hora tão esdrúxula – adoro esta palavra! – do encontro é que lembro do meu amigo que escrever que a alma era tal qual sabiá que um belo dia resolveu partir e então a razão, a sabedora de tudo resolveu tomar conta do espaço, ao final do dia tudo que se queria era o canto do sabiá, mas os sabiás só cantam ao raiar. Descobertas?”

Releio agora a carta que recebi de você com a certeza de que eu mesma poderia ter escrito porque nossos amores ficam sempre trancados em vidro ou livros, nas prateleiras mais inalcançáveis como para negar sua existência, não ter que ver.

Você me diz tudo isso, mas não me conta o que fez com o conteúdo do vidro depois que ele abriu e me deixou a pensar o que eu faria.

Sabe, Maria, que não sei o que te dizer? Não sei o que faria, mas acho que juntaria tudo, cuidadosamente, varreria, colocaria no lixo e colocaria fora!

O que foi que você fez? O que foi que nós fizemos?