A definição de sociedade, visto pela ótica da Sociologia, é o conjunto de pessoas que compartilham propósitos, gostos, preocupações e costumes, e que interagem entre si constituindo uma comunidade. Cooperação, no contexto da economia e sociologia é uma relação baseada na colaboração entre indivíduos ou organizações, no sentido de alcançar objectivos comuns, utilizando métodos mais ou menos consensuais. Cooperação no trabalho,é trabalhar em equipe,ou seja: trabalhar um ajudando o outro, cada um na sua função individual, para montar um esquema de trabalho organizado e planejado, para formar uma engrenagem que compõe um sistema unificado.
Na última Feira do Livro de Caxias do Sul, o dr. Tito Rossi lançou um livro que trata da cooperação entre as pessoas, O Óbvio não é o Bastante. O dr. Tito é autor de outro livro do mesmo tema, Cooperar para Progredir e Competir para Cooperar, e tem larga experiência na área, sendo um dos fundados da Unimed. Entre exemplos na história universal dos povos, o autor demonstra aspectos do comportamento de grupamentos humanos, ressaltando a importância do espírito de união e acordo e de como isso foi decisivo na elevação material dessas nações.
Já o autor André Barreto, no livro “Uma outra economia é possível”, no capítulo "Cultura da Cooperação: subsídios para uma economia solidária", diz que “ à economia solidária não basta simplesmente a transformação da forma como o processo econômico está organizado, mas principalmente como as pessoas estão organizadas e quais suas concepções mentais sobre sua própria relação com o trabalho, com a sociedade e como se vêem como atores deste processo. Ele coloca a economia solidária como um “projeto democrático de implantação de um modo de produção autogestionário” baseado na liberdade humana, na autonomia, e em seres humanos política, econômica e socialmente emancipados.
Alguém já disse que “partilha é a face visível do amor”. Entendo que cooperar é partilhar idéias e ações, é um diálogo que se dá numa relação de interdependência que visa o bem coletivo, onde pessoas diferentes, em lugares diferentes, complementam-se, mantendo sua autonomia. Seria mais ou menos como se o velho paradigma de uma sociedade baseada e impulsionada pela tecnologia e pela ganância pudesse ser substituído por um novo paradigma, onde as pessoas encontrassem os uma nova forma mais consciente para se relacionar com o outro e com o planeta, onde cada homem, mulher e criança torna-se uma parte do processo. Isso passa por uma escolha, a escolha de cooperarem uns com os outros e coexistirem sem violência. Só que não há um roteiro pronto para se entrar no novo paradigma. Ele depende de uma construção coletiva. Pode parecer complicado. Mas muitos que tentaram mostram que vale a pena.
Rubia Frizzo