segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Bullying

O Termo bullying é frequentemente usado para descrever uma forma de assédio interpretado por alguém que está, de alguma forma, em condições de exercer o seu poder sobre alguém ou sobre um grupo mais fraco, utilizando-se de um comportamento agressivo e negativo.


O bullying pode ocorrer em situações envolvendo a escola ou faculdade/universidade, o local de trabalho, os vizinhos e até mesmo países. Qualquer que seja a situação, a estrutura de poder é tipicamente evidente entre o agressor (bully) e a vítima. Para aqueles fora do relacionamento, parece que o poder do agressor depende somente da percepção da vítima, que parece estar a mais intimidada para oferecer alguma resistência. Todavia, a vítima geralmente tem motivos para temer o agressor, devido às ameaças ou concretizações de violência física/sexual, ou perda dos meios de subsistência.

Mas, e qual é o perfil dos chamados bullies? Pesquisas indicam indivíduos que tem personalidades autoritárias, combinadas com uma forte necessidade de controlar ou dominar. Também tem sido sugerido que uma deficiência em habilidades sociais e um ponto de vista preconceituoso sobre subordinados podem ser particulares fatores de risco.

Os bullies usam principalmente uma combinação de intimidação e humilhação para atormentar os outros, como: insultar a vítima, ataques físicos repetidos, interferir com a propriedade pessoal de uma pessoa (livros ou material escolar, roupas), espalhar rumores negativos sobre a vítima, depreciar a vítima sem qualquer motivo, fazer com que a vítima faça o que ela não quer, isolamento social da vítima, usar as tecnologias de informação para praticar o cyberbullying , chantagem, entre outros.

Um caso extremo de bullying no pátio da escola foi o de um aluno do oitavo ano chamado Curtis Taylor, numa escola secundária em Iowa, Estados Unidos, que foi vítima de bullying contínuo por três anos, o que incluía alcunhas jocosas, ser espancado num vestiário, ter a camisa suja com leite achocolatado e os pertences vandalizados. Tudo isso acabou por o levar ao suicídio em 21 de Março de 1993. Alguns especialistas em "bullies" denominaram essa reação extrema de "bullycídio". Os que sofrem o bullying acabam desenvolvendo problemas psíquicos muitas vezes irreversíveis, que podem até levar a atitudes extremas como a que ocorreu com Jeremy Wade Delle. Jeremy se matou em 8 de janeiro de 1991, aos 15 anos de idade, numa escola na cidade de Dallas, Texas, EUA, dentro da sala de aula e em frente de 30 colegas e da professora de inglês, como forma de protesto pelos atos de perseguição que sofria constantemente. Esta história inspirou uma música (Jeremy) interpretada por Eddie Vedder, vocalista da banda estadunidense Pearl Jam.

Na última década de 90, os Estados Unidos viveram uma epidemia de tiroteios em escolas (dos quais o mais notório foi o massacre de Columbine). Muitas das crianças por trás destes tiroteios afirmavam serem vítimas de bullies e que somente haviam recorrido à violência depois que a administração da escola havia falhado repetidamente em intervir. Em muitos destes casos, as vítimas dos atiradores processaram tanto as famílias dos atiradores quanto as escolas. Como resultado destas tendências, escolas em muitos países passaram a desencorajar fortemente a prática do bullying, com programas projetados para promover a cooperação entre os estudantes, bem como o treinamento de alunos como moderadores para intervir na resolução de disputas, configurando uma forma de suporte por parte dos pares.

Os atos de bullying configuram atos ilícitos, não porque não estão autorizados pelo nosso ordenamento jurídico, mas por desrespeitarem princípios constitucionais (ex: dignidade da pessoa humana) e o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. A responsabilidade pela prática de atos de bullying pode se enquadrar também no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de bullying que ocorram nesse contexto.

Uma pesquisa do IBGE realizada em 2009 revelou que quase um terço (30,8%) dos estudantes brasileiros informou já ter sofrido bullying, sendo maioria das vítimas do sexo masculino. A maior proporção de ocorrências foi registrada em escolas privadas (35,9%), ao passo que nas públicas os casos atingiram 29,5% dos estudantes.

No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com 5.168 alunos de 25 escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos da 5ª e 6ª séries. Entre todos os entrevistados, pelo menos 17% estão envolvidos com o problema - seja intimidando alguém, sendo intimidados ou os dois. A forma mais comum é a cibernética, a partir do envio de e-mails ofensivos e difamação em sites de relacionamento como o Orkut.

Diante de tais fatos tão marcantes, é inadmissível ficar alheio ou ignorar tal problema. Por isso, fiquemos atentos ao comportamento de nossos filhos, pois estes podem estar sendo vítimas de agressores ou ainda, estarem praticando o bullying sem que saibamos.

Virgínia Toni Felippetti

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

E AGORA BRASIL?


O fato de uma mulher sair vencedora em uma eleição majoritária, disputada com uma importante ala da tradicional política brasileira, é um fato que fará registro na história do nosso país. Assim como os Estados Unidos elegeram um presidente negro pela primeira vez em sua história, o Brasil dá o seu recado elegendo uma mulher. A frase “sim a mulher pode” do discurso de Dilma Roussef (formulada, segundo ela, por uma menina que se aproximou e lhe perguntou se uma mulher podia mesmo ser candidata à presidência da República) lembra muito o “yes we can” da campanha do presidente Barak Obama. 
Com relação à campanha, o que presenciamos não foi exatamente um debate sobre plataformas de governo, mas a tentativa de encontrar motivos para acusações recíprocas, principalmente no campo da ética e da moral. Os  candidatos, ao invés de discutirem sobre política cambial, reforma partidária,  reforma fiscal, ou  reforma da previdência, usaram seu preciso tempo em cadeia nacional para falar de aborto e religião. Não que essas discussões não sejam legítimas. Até são. Afinal, todos os segmentos da sociedade têm direito de se fazer ouvir, mas não necessariamente  naquele contexto. Ali não era a hora, nem o lugar.
Questionou-se também o fato de se  o eleitor brasileiro estava preparado para votar numa mulher, mas parece que  os programas sociais do Presidente Lula, padrinho político de Dilma, falaram alto nas urnas. E veja que não tem sido nada fácil, para uma grande parte da população, conviver com Prounis, cotas e transferências sociais como o Bolsa Família. É bem verdade que, às vezes, esse tipo de programa  gera  certa apreensão, no sentido de que eles possam “dar o peixe” ao invés de “ensinar a pescar”. Porém, a dimensão alcançada por eles, tem sido uma surpresa até para os governantes que os implementaram.
Também nunca se viu tanto voluntariado no Brasil. Como num círculo virtuoso foram aparecendo organizações sociais não governamentais e grupos de solidariedade com participação ativa e efetiva dos cidadãos na vida das comunidades. Nessas horas parece que as disputas partidárias ficaram para trás para dar lugar à ação, pois como dizia o sociólogo Betinho “quem tem fome tem pressa”!
Atualmente há ainda a emergência da questão ambiental trazida à cena política com maior ênfase pela candidata Marina Silva. Em tempos de aquecimento global, cientistas em de vários países advertem sobre os danos causados pelas ações insensatas das populações sobre o meio-ambiente As pessoas, por sua vez, estão tomando  consciência de que, se continuarem agredindo nosso planeta dessa forma, ele não resistirá.  Os sinais das possíveis catástrofes já se fazem sentir e comprovam a urgência de medidas a serem tomadas para impedir que as previsões negativas se concretizem. Parece que estamos diante de novos tempos. Tempos de cidadãos mais conscientes e mais exigentes. Por isso espera-se que o governo dê o exemplo e faça a sua parte.
Com as forças políticas do Congresso favoráveis à presidente eleita, restará esperar para ver como Dilma se sairá no campo da negociação. Considerada uma gestora eficiente, pelos cargos que ocupou desde os tempos do comando da Secretaria da Fazenda do Município de Porto Alegre até a coordenação da Casa Civil do presidente Lula, a sua capacidade política entrará agora em avaliação. Todavia, vários pontos enfatizados em seu discurso como “valorizar a democracia em toda sua dimensão, desde o direito de opinião e expressão até os direitos essenciais da alimentação, do emprego e da renda, da moradia digna e da paz social; ampla e irrestrita liberdade de imprensa; observação criteriosa e permanente dos direitos humanos tão claramente consagrados em nossa constituição” levam a crer que estamos diante de uma mulher com a exata dimensão que o cargo requer.
E, como ela mesma enfatizou, espera-se que a ascensão das mulheres a cargos relevantes “se transforme num evento natural”. E que o exemplo  “possa se repetir e se ampliar nas empresas, nas instituições civis, nas entidades representativas de toda nossa sociedade”. Que assim seja!

Rubia Frizzo

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Savarauto

O ano de 2011 começa com tudo. A Savarauto renovou a parceria com o programa Conexão Alternativa. Por isso, eu, a Moni, a Rubia e a Vir seguiremos batendo papo na revenda, tendo os belos carros da Mercedes Benz como cenário. Dá uma vontade de ter um em casa, hein? Beijocas!

San Pelegrino Shopping Mall

O San Pelegrino Shopping Mall é o novo parceiro do programa Conexão Alternativa. Um empreendimento moderno, atual, que tem a cara de você, telespectador e internauta. Agora, além da Savarauto, nosso programa também será gravado no San Pelegrino. Não perca! Vem novidades por aí! 

NOVAS ESTRUTURAS FAMILIARES

O resultado do último censo do IBGE aponta que 47% das famílias já não correspondem ao padrão convencional. Esta é uma realidade que é vista diariamente por todos nós: a família brasileira moderna mudou e já é difícil encontrarmos uma estrutura familiar nos moldes antigos de um casal heterossexual que convive durante longos anos e possui filhos apenas deste relacionamento convivendo entre si.
A realidade aponta para novas nuances, novas formações familiares como as famílias mosaicos que são compostas de indivíduos que partem para uma nova relação após o fim de uma união anterior levando consigo os filhos, ou seja, um homem, uma mulher, os filhos dele, os filhos dela e os filhos de ambos; também, as famílias homossexuais onde duas mulheres ou dois homens convivem de forma a constituir uma família com ou sem filhos; ainda, as famílias unipessoais sendo assim consideradas as pessoas que moram sós sem companheiros ou filhos; as famílias monoparentais onde um dos pais mora sozinho com seus filhos; os casais que optaram em não ter filhos... enfim, uma gama enorme de novas estruturas familiares que estão em nosso dia-a-dia e basta que olhemos ao nosso redor para termos consciência desta mudança na cara da família brasileira.
Pelo que vemos, então, o álbum de família moderno requer legendas cada vez mais elaboradas para explicar quem é quem. Como referido acima, o retrato atual não reflete mais o modelo clássico, composto de pai, mãe e filhos de um mesmo casamento. Aquele que parece ser o pai é o padrasto; a moça com uma criança no colo não é a mãe, mas uma meia-irmã; os três jovens que dividem o mesmo teto são um casal e uma amiga; e aquela que parecia ser a mãe pode ser na verdade a namorada dela.
É, o tempo mudou e o amor também, isto se reflete na família. A hierarquia, a obediência e o formalismo que caracterizavam a família no passado deram lugar a uma relativa igualdade e respeito entre todos os integrantes. Mulher e filhos conquistaram espaço e direito a voz, que antes eram exclusivos dos homens. Estes, por sua vez, sentem-se menos obrigados a exercer o pesado papel do provedor. Tanto que, no Novo Código Civil, a expressão pátrio poder foi substituída por poder familiar, que pode ser exercido por ambos os sexos.
Bem-vindas estas novas estrutura familiares onde o amor, a igualdade, o respeito e a liberdade assumem um papel antes desempenhado pela força e pelo medo... que o Estado, através do Poder Judiciário, consiga acompanhar todas estas mudanças garantindo direitos a todos envolvidos.

Mônica Montanari