Felicidades - Crise - Dinheiro.
Agora aqui escrevendo penso ser possível adicionar uma palavra a esta tríade e daí sim, teremos uma relação entre as mesmas: prioridade. Então... plim! Raciocina agora comigo: em tempos de crise a prioridade é a felicidade ou o dinheiro?
Sim, sim, não sou purista nem romântica ao ponto de achar que dá pra ser feliz sem dinheiro, principalmente numa cidade como a nossa em que é preciso, além de tudo, ter uma super resistência ao frio. Não acho que seja possível ser feliz morando nas calçadas, apesar de vermos aumentar esta população diariamente...
Mas o viés é outro e o meu grande questionamento, o que eu me pergunto incansavelmente, é porque nestes tempos de crise nos afastamos de algumas coisas que nos garantem a felicidade independentemente de dinheiro.
Se existem coisas que custam um valor que não temos, existem outras que nos dão um prazer imensurável e estão ali, ao alcance da mão e deixamos passar, talvez pelo prazer de ficar reclamando da vida. E como se reclama da vida!
Parece receita de felicidade? E quem diz que não é?
A leitura de um bom livro. Não tem grana pra comprar? Troca com alguém, pega emprestado de um amigo, vá à biblioteca.
Andar de pés descalços num gramado. Não tem jardim na sua casa? Posso listar alguns espaços públicos onde você pode sentir a grama sob seus pés.
Quer mais?
Quando a chuva chegar ao invés de reclamar que “só chove nesta cidade”, apure o olfato e sinta o cheiro da chuva no ar. Ainda esta mesma chuva pode garantir ter a coragem de erguer o rosto e sentir as gotas a nos lavar - o rosto e a alma - e o vento acariciando nossa face.
Assim, trilogia básica da felicidade, sem dinheiro no bolso: pés descalços, cheiro de chuva e vento no rosto! Delícia, né? Você não acha que dá pra ser feliz?!
Por Mônica Montanari
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