A mídia televisiva diariamente invade nossos domicílios, entra em nossas casas sem bater na porta trazendo consigo notícias, informações, moda, estilo, etc., algumas vezes de forma compromissada e outras vezes de forma comprometida, ou seja, nem sempre de forma séria.
Mediante esta constatação – a invasão da televisão em nossa vida – a grande dúvida é como podemos nos preservar da imagem e comportamento às vezes deturpados que ela nos traz, associando belos atores a atitudes antiéticas, à exposição exagerada de cenas eróticas, ao condicionamento do corpo da mulher como bem de consumo, à ideia de que tudo vale a pena pra ser dar bem, citando alguns exemplos.
Parece que para conseguirmos absorver o que há de bom e deixarmos o que não o é, temos que acionar o nosso filtro da crítica para separar o joio do trigo, tarefa por vezes mais difícil do que parece num primeiro momento.
E, se esta tarefa nem sempre é fácil para um adulto muito mais complicado para uma criança que fica horas diante da televisão – uma média de 5 (cinco) horas diárias de acordo com o Painel Nacional de Televisores do IBOPE – absorvendo todas informações, sendo assediadas pelo mercado e agindo, posteriormente, dentro de suas casas como eficientes promotoras de vendas de produtos também direcionados aos adultos.
Nesta linha de abordagem é fácil constatar que as crianças influenciam as decisões de aquisição de um lar, mas choca o estudo apresentado pelo TNS/InterScience que aponta que as crianças brasileiras influenciam 80% das decisões de compra de uma família, apenas não interferem em decisões relacionadas a planos de seguros, combustível e produtos de limpeza.
A pergunta é: o que e como fazer para mudar esta realidade tendo em vista o contexto social em que nos encontramos? Onde a televisão é vista praticamente como a única forma de lazer e diversão esquecendo ser a mesma formadora de opinião e, no caso das crianças, influenciando na formação da personalidade das mesmas?
Se não há ainda como evitarmos a comunicação mercadológica dirigida às crianças, temos que pensar num controle ao acesso destas à televisão, quem sabe consentindo e possibilitando que em nossas casas circulem outros meios de comunicação e lazer que propiciem interação entre adultos e crianças. Os danos causados pela lógica insustentável do consumo irracional podem ser minorados e evitados, se efetivamente a infância for preservada em sua essência como tempo indispensável e fundamental para a formação da cidadania.
Indivíduos conscientes e responsáveis são a base de uma sociedade mais justa e fraterna, que tem a qualidade de vida não apenas como um conceito a ser seguido, mas uma prática a ser vivida.
Por Mônica Montanari
Oi Thaís, Rúbia, Mônica e Virgínia,
ResponderExcluirParabéns gurias!!!
Assisti o Conexão Alternativa e fiquei muito feliz de ver que temos aqui, nesta cidade nem tão maravilhosa, pessoas felizes, capazes e competentes.
Muito legal, mesmo! O programa tá show!
Beijos
Nika Ferronato
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